Coleta Seletiva, você realmente sabe o que é?

Atualizado: 13 de Ago de 2018


Antoine Lavoisier, químico francês considerado pai da química moderna que viveu nos anos 1700 d.C., tinha razão quando declamou a seguinte frase:

“ Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

Tudo o que possuímos desde alimentos até nossas mais avançadas tecnologias são produtos de transformação, feitos pelo homem. Porém quando esses produtos criados não são considerados mais úteis para o ser humano, ele é descartado e substituído por outro, mas nos esquecemos que esse descarte causa problemas se não for feito de maneira correta.

Temos por convicção que quando colocamos nossa sacolinha de “lixo” para “fora” do portão das nossas casas ou empresas estamos fazendo nossa parte no que diz respeito proteção ambiental, já que estamos mantendo nossas casas e empresas limpas enviando nosso resíduo para outro local, e a partir desse momento nos isentamos de quaisquer responsabilidades sobre esse material, transferindo o problema para as prefeituras e orgãos governamentais, porém isso não é verdade, temos que saber que não existe o “fora”, a não ser que conseguíssemos mandar nosso resíduo para outro planeta, coisa que até o momento não é possível.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cada brasileiro gera em média 1 Kg de resíduo por dia ou aproximadamente 365 kg per capita anual. De acordo com o site Countrymeters a população do Brasil em 30/04/2018 era de 213.297.000 pessoas e continua aumentando. E daí vem a pergunta, o que vamos fazer com todo esse “lixo”?, vamos por para “fora” de casa?, mandar para aterro sanitário?, isso quando temos um em nossa região? Ou então mandamos para lixão, já que nosso país não possui em sua totalidade aterros sanitários controlados suficientes. No Brasil segundo a ABRELP – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública 2.976 lixões em operação, apesar da PNRS – Politica Nacional de Resíduos Sólidos ter estabelecido como data limite para extinção dos lixões no Brasil em agosto de 2014, substituindo por aterros sanitários controlados, (em breve estaremos postando um artigos sobre as diferenças entre aterros e lixões), 60% das prefeituras não conseguiram cumprir esta determinação, com isso houve uma postergação do prazo para até 2021. Desta forma há uma preocupação das autoridades ambientais com o que fazer com todo esse lixo, pois além da degradação ambiental causada, ainda temos uma questão de saúde pública, já que os lixões são depósitos de lixo a céu aberto, sem nenhum controle de emissões, exposto a tudo e a todos, e com isso permite a proliferação de vetores como insetos, roedores e aves carniceiras como os urubus, que podem ser transmissors de doenças para a população.

O que pode ser feito para minimizar os impactos causados por tudo isso?

A Coleta seletiva de resíduos 'lixo' que nada mais é do que um processo que consiste na separação e recolhimento dos resí­duos descartados por empresas e pessoas.

Desta forma, os materiais que podem ser reaproveitados ou reciclados (resíduos secos), ou seja, ser transformados em outros produtos, são separados do lixo orgânico (restos de carne, frutas, verduras e outros alimentos), este último tipo de resíduo sim é descartado em aterros sanitários e lixões, já que ainda temos locais para tal. Melhor ainda seria que os resíduos orgânicos, também que são chamados de resíduos úmidos, que através da compostagem fossem transformados em adubo onde seria a melhor solução. Esse processo poderia também ser chamado de reciclagem, sendo assim transformados em outros produtos .

Na reciclagem pelo sistema de coleta seletiva, os materiais recicláveis são separados em: papéis, plásticos, metais e vidros. Existem indústrias que reutilizam estes materiais para a fabricação de matéria-prima ou até mesmo em outros produtos.

Há também o descarte apropriado de alguns tipos de resíduos como pilhas, baterias comuns, de automóveis e de celular, restos de tintas, entre outros, devem ser separados, são os chamados resíduos perigosos, tóxicos ou contaminados, pois quando descartados no meio ambiente de forma inadequada provocam contaminação do solo, lençóis freáticos e atmosfera, devido a sua composição ser formada por produtos químicos altamente prejudiciais não só para a natureza como também para o ser humano. Embora muitas dessas substâncias não possam ser reutilizadas, estes materiais ganham um destino apropriado para não gerarem a poluição do meio ambiente. Lâmpadas fluorescentes também necessitam de descarte especial. Em seu interior, uma lâmpada deste tipo possui vapor de mercúrio, gás tóxico, que contamina o ar quando quebrada. Algumas lojas de materiais elétricos e de construção possuem pontos de coleta destes materiais.

No caso de medicamentos vencidos e que não podem mais ser usados não devem ser descartados junto com o lixo orgânico, pois possuem substâncias químicas que podem contaminar o solo e a água. Algumas redes de farmácias possuem pontos de coleta desse tipo de resíduos.

Os resíduos hospitalares também merecem um tratamento especial, pois costumam estar infectados com grande quantidade de vírus e bactérias. Desta forma, são retirados dos hospitais de forma específica (com procedimentos seguros) e levados para a incineração ou outras formas de descontaminação desses microrganismos em locais especiais.

Resíduos de construção Civil também deve ser descartados de forma correta, inclusive com separação seletiva como por exemplo, madeira, papel de cimento, plástico de cal, gesso, latas de tinta entre outros

Não menos importante, são os resíduos eletrônicos ou popularmente chamados de “lixo eletrônico”, nessa classe temos os aparelhos eletrônicos, computadores, televisores, celulares etc., que a partir de 1980 começaram a mostrar seus efeitos de maneira mais significante, pois além de tomarem muito espaço em lixões, sua decomposição é demorada e seus componentes muitas vezes possuem metais pesados como chumbo dos tubos de televisores, entre outros metais que podem ser tóxicos para a saúde humana.

É importante salientar que o descarte de muitos resíduos volumosos como eletrônicos (televisores e computadores, entre outros), alguns produtos perigosos (baterias de celulares baterias automotivas entre outros), alguns sólidos inertes (sofás, geladeiras, guarda roupas entre outros) são carentes de atenção por parte de muitas prefeituras, que não se responsabilizam pelo seu recolhimento, fazendo com que a população acabe descartando em terrenos abandonadas e rios, causando assim um outro tipo de impactos, como por exemplo o assoreamento dos leitos de rios, dificultando a drenagem de águas pluviais, causando enchentes e outros prejuízos para a população.

A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para a sociedade. Além de gerar renda para milhões de pessoas e economia para as empresas, também significa uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios e consequentemente saúde para a população. Este tipo de coleta é de extrema importância para o desenvolvimento sustentável do planeta.

Então, quando você cidadão, for descartar um resíduo, seja qual for, reflita antes, se não pode ser reutilizado por outra pessoas, se não pode ser separado, se não pode ser reciclado....

Seguem abaixo alguns links para que você possa verificar como as empresas estão trabalhando, na reciclagem e com logística reversa. Existem inúmeras formas hoje no mercado, esses são somente poucos exemplos.


Programa de Reciclagem - HP Planet Partners - HP Brasil - https://www.youtube.com/watch?v=weOdWbQkWHM

· Reciclagem pós-consumo – Tretra Pak - https://www.tetrapak.com/br/sustainability/recycling

· A Roche ajuda você a encontrar um posto de descarte mais próximo - http://www.roche.com.br/home/farmaceutica/descartes-de-medicamentos.html


Fica a dica!!!


Texto: Luiz Marcelo Fontana – Gestor Ambiental

30/04/2018


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